07/05/2021 às 00h00min - Atualizada em 07/05/2021 às 00h00min

Pernambucano confessa que matou jovem de 19 anos por R$ 400,00

Em depoimento, acusado detalhou que disparou duas vezes contra o peito e cabeça quando vítima já estava caída

Nilton Mendonça
Redação Cidade Real
Fotos: Polícia Militar
 
Um empréstimo de R$ 400,00 não pago teria sido a causa da morte a tiros do jovem Sócrates Rodrigo Cruz, de 19 anos, no dia 10 de abril em Iacri.

A versão consta no depoimento do autor confesso dos cinco (05) disparos que mataram o rapaz, o trabalhador rural P.R.P., 30 anos, natural de Manapi (PE), preso seis (06) depois em Monte Aprazível, na região de São José do Rio Preto, por policiais militares a partir de informações levantadas por policiais civis e militares de Iacri.

No depoimento ao delegado Wellington Ubiratã de Lima, P.R.P. contou que através de um irmão de Sócrates, com que trabalhava na roça, fez a ele um empréstimo de R$ 400,00 para pagamento em 30 dias, prazo não cumprido.

Ainda conforme o acusado, Sócrates, que havia sido expulso da casa da família, passou a chama-lo de idiota e otário e dizer que não pagaria o empréstimo e que ele ainda tentou negociar o pagamento de R$ 50,00 ao mês, o que não aconteceu.

P.R.R. relatou que ficou “muito nervoso com a situação” e, armado, foi atrás de Sócrates na casa de um tio e antes de dar o primeiro tiro teria dito: “você lembra que está me devendo”.

Atingido de raspão no peito Sócrates ainda correu pulando um muro e sendo perseguido pelo algoz que teria feito outros dois (02) disparos nas costas da vítima que caiu próximo a uma árvore.

Com Sócrates já caído, confessou P.R.P. ele ainda desferiu mais um disparo contra o tórax e outro contra a cabeça, de baixo para cima a partir do pescoço.

Na rua, em Tupã
Após o crime, o pernambucano, que é considerado elemento perigoso pela polícia, fugiu para Bastos e de lá para Tupã, onde teria ficado dois dias na rua, na região da UPA e do Terminal Rodoviário Geraldo Seiscentos.

Em seguida, de táxi, foi até Monte Aprazível, região de Rio Preto, onde se escondeu na residência de um amigo, Fernando (que não sabia do crime) e de lá tinha o plano de seguir para Tocantins, mas acabou preso dia 16 por policiais militares do BAEP de Rio Preto, a partir de informações conseguidas pela polícia iacriense.

Em relação a arma usada no crime, o acusado contou que comprou há cinco (05) anos em Águas Belas (PE) por R$ 2,5 mil. Ele negou se usuário de drogas mas admitiu que já tinha passagens por porte de arma e roubo, em Pernambuco, onde foi absolvido e que não faz parte de nenhuma facção criminosa.

A polícia também sabia que P.R.P. poderia estar usando o nome falso de José Ramiro da Silva.

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