05/06/2021 às 16h14min - Atualizada em 05/06/2021 às 16h14min

Ação contra Marquinhos em contrato com a Demop completa 3 anos enroscada na 1ª instância

Além dessa, outras três ações por crime de improbidade administrativa pesam sobre a breve carreira política do atual prefeito, Marcos Slobodticov

Nilton Mendonça
Redação Cidade Real
Imagem de Arquivo
 
Completou três anos no último dia 21 de maio (ainda sem decisão efetiva de primeira instância) a ação movida pelo Ministério Público (MP) contra o atual prefeito de Rancharia, Marcos Slobodticov (DEM), o Marquinhos, pela contratação da empreiteira Demop, em 2014, época em que a empresa protagonizou o escândalo que ficou conhecido como “Máfia das Casinhas”.
 
Investigações da polícia e do MP, à época, rastrearam pelo menos 680 licitações em 62 prefeituras paulistas em um montante envolvido de mais de R$ 112 milhões em recursos públicos. Diretores da Demop e alguns prefeitos chegaram a de presos.
 
Em Rancharia, a Ação Civil Pública por Improbidade Administrativa, foi impetrada pelo MP em 21 maio de 2018 pela contratação da Demop por R$ 218,6 mil, para obras pavimentação de ruas “com o fornecimento de materiais e equipamentos”.
 
Segundo a Promotoria, Marquinhos teria aditado o contrato em mais de R$ 4,5 mil e determinado o fornecimento de parte do material por parte da Prefeitura.
 
Segundo portal do TJ-SP, em 2019 Marcos Slobodticov confirmou o aditamento do contrato (justificando que houve alteração no projeto original), mas negou o emprego de pessoal da Prefeitura na obra da Demop.

O MP pediu a condenação e a perda dos direitos políticos e função pública de cinco (05) a oito (08) anos.
 
A sentença de condenação em primeira instância foi prolatada em cinco (05) de dezembro de 2019, mas como é possível de recurso, até o início desse ano encontrava-se enroscado na primeira instância, “para vista” do Ministério Público.
 
QUATRO
 
O atual prefeito de Rancharia Marcos Slobodticov tem, além dessa, da Demop, outras três (03) denúncias de prática de crime por improbidade, todas em primeira instância.
 
Uma de 2015, sobre a terceirização dos serviços de merenda escolar, que ficou conhecido como Caso Nutriplus.
 
Uma de 2016, junto com a então secretária de Educação Claudia Slobodticov Bastos, pela compra 1.534 livros, à época pelo valor de R$ 209 mil. Por essa ação, os dois irmãos foram condenados, em 17 de janeiro do mesmo ano a suspensão dos direitos políticos por cinco (05) anos, e o processo encontra-se em fase de recursos no Tribunal de Justiça
 
E outra de 2017 pela perda de alimentos da merenda escolar estocados no Almoxarifado Municipal.

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