09/06/2021 às 08h14min - Atualizada em 09/06/2021 às 08h14min

Panfleto questiona onde Caio gastou os R$ 6,5 mi recebidos do Governo Federal no enfrentamento a covid

Com o título “Você está sentenciado de morte”, postagem questiona gastos, tratamento precoce, “fortalecimento imunológico”, leitos de UTI e quando fatura a Santa Casa com a pandemia

Nilton Mendonça
Redação Cidade Real
 
A Estância Turística de Tupã reviveu esta semana, em relação à covid, uma prática muito comum na política local (e de muitas cidades da região) antes do advento das redes sociais, mas que acabou se incorporando a ela e impregnando grupos de WhatsApp, Face e outras mídias.
 
Um panfleto apócrifo (ao qual tivemos acesso apenas digital), com o título “Você está sentenciado de morte”, e que faz alguns questionamentos comuns para boa parte da população.
 
O primeiro deles é sobre a aplicação dos R$ 6.543.125,45 que Tupã recebeu em 2020 para o enfrentamento à covid. “Desse valor, foram gastos R$ 5.719.821,71 no mesmo ano de 2020 (Fonte: Portal da Transparência do município de Tupã)”.
 
“O que foi feito com toda verba gasta”, se “nenhum leito de UTI foi aumentado”, em relação aos 15 que havia antes da chegada da verba. “Não foram construídos hospitais de campanha, nem foram contratados novos profissionais de saúde e não foram investidos em medicamentos essenciais”.
 
PREVENTIVO E PRECOCE
 
O panfleto também questiona a recusa da Estância em aderir ao chamado “tratamento precoce” (quando o paciente tem os primeiros sintomas), citando o exemplo de Iacri, que está distribuindo o kit de remédios para a população; enquanto isso, segundo a publicação sem autoria identificada, “nosso secretário de Saúde, Dr. Miguel, com apoio total do prefeito Caio e os omissos vereadores” se recusam a seguir o exemplo que tem “reduzido fortemente (algumas cidades até zeraram os casos) o número de internações e consequentemente de óbitos”.
 
O panfleto questiona ainda, “quanto custa cada paciente internada na UTI e qual valor o hospital recebe por isso”. É corrente a ‘informação popular’ de a Santa Casa receberia R$ 19 mil por casa paciente que morre com covid.
 
Também é questionada na postagem a inércia da Prefeitura de Tupã sobre a proposta de prevenção com o “fortalecimento do sistema imunológico” da população: “Tupã não tem interesse em cuidar da saúde da sua população com responsabilidade e respeito”, acusa o panfleto apócrifo.
 
Para não dizer que é totalmente apócrifo, o tal panfleto cita ainda duas médicas que seriam autoras de postagens em redes sociais com conteúdo sobre o assunto. “Siga as corajosas Dras. Raissa Soares (Porto Seguro/BA) e Roberta Lacerda (Natal/RN) no Instagram e no Youtube e tirem suas conclusões”, destaca o panfleto.
 
“Exija medidas preventivas e tratamento precoce! Essa poderá ser sua última chance antes de se tornar a próxima vítima”, termina, com o mesmo destaque do título.
 
O OUTRO LADO
 
Na manhã desta quarta-feira, 09/06, através do servidor municipal Ricardo Costa, da Assessoria de Imprensa, a Estância Turística de Tupã emitiu uma “resposta” ao panfleto.
 
Sem questionar, em nenhum momento, o fato de se tratar de uma publicação sem assinatura, a nota encaminhada ao Cidade Real é a seguinte!
 
“As informações não procedem, tanto que no começo da pandemia eram apenas 10 leitos de UTI e hoje temos 25 leitos de UTI e a possibilidade de mais 5 extras, totalizando 30 leitos disponíveis. Considerando os 20 de enfermaria, temos um total de 50 leitos na Ala COVID. E no mesmo local que foi consultado os recursos que foram enviados pelo governo federal e estadual, no Portal da Transparência, consta onde também onde foram gastos com todos os processos licitatórios, e todos prestados conta. Lembrando que desde o ano passado todos os medicamentos estão disponíveis na rede e nunca recusamos nenhum tipo tratamento, dependendo de avaliação médica”.
 
Os demais questionamentos feitos na postagem, que está a anexa a essa reportagem, não foram respondidos na nota da Prefeitura, que não leva a nome de nenhum gestor municipal, responsável pela Saúde.
 
NOTA DA REDAÇÃO
 
Escaparam ainda a esse questionamento dois temas não menos latentes e que não podem ficar esquecidos: a insistência do fechamento da economia (o lockdown) como medida para enfrentar a pandemia e os investimentos que o Estado fez na região para ajudar no combate à covid.
 

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