23/06/2021 às 15h06min - Atualizada em 23/06/2021 às 15h06min

Vereador Paulo Henrique endurece cobrança sobre gastos detalhados do Governo Caio com a covid

Após duas reuniões com assessoria do prefeito, vereador não recebeu as informações detalhadas que considera necessárias sobre as despesas com a pandemia

Nilton Mendonça
Redação Cidade Real
O vereador Paulo Henrique em imagem printada da sessão camarária online de 14/06
O vereador Paulo Henrique Andrade (PSDB) deve se reunir, nesta quinta-feira, 24/06, pela terceira vez, com o secretário de administração da Prefeitura de Tupã, a busca de informações detalhadas e transparentes sobre os gastos da Estância Turística de Tupã com a pandemia do novo coronavírus.
 
Na sessão camarária do último dia 14/06, Andrade falou sobre o assunto e voltou a chamar a atenção dos demais vereadores para a necessidade de que a população seja informada sobre eles.
 
Paulo Henrique disse que está “incomodando” com a seguidas cobranças da população, sem que uma resposta transparente seja dada pela gestão Caio Aoki (PSD) e Renan Pontelli (PSDB).
 
”Estou sendo cobrado quase todos os dias, principalmente porque a gente sabe que veio um dinheiro considerável... Não tenho nada a falar se o dinheiro foi bem ou mal-empregado, até porque ainda não me foi prestado contas”, disse.
 
O vereador disse que no dia 10 de junho, quando fez uma segunda reunião com o secretário Everton Nakashima, acreditou que receberia as explicações necessárias, mas pela segunda vez o secretário não apresentou os detalhes necessários sobre onde e como foi empregado o dinheiro e se limitou a mostrar o superficial que está no portal Transparência do município.
 
DETALHES E LICITAÇÕES
 
“Não me foi apresentado um relatório condizente com tudo aquilo que já foi empregado. Nós estamos falando de mais de R$ 6 milhões”, lamentou Paulo Henrique.
 
Na primeira reunião, segundo o vereador Nakashima informou que quase R$ 2,2 milhões foram gastos com teste de covid, R$ 1.032 milhão com máscaras, o que foi gasto com subvenção, com cesta básica, “mas não me apresentou a quantidade, não me apresentou preço médio, não me apresentou estoque, não me apresentou para onde que foi”.
 
O secretário também informou ao vereador que a apesar do Estado de Calamidade ser permitido comprar sem licitação, “a grande maioria foi feita com licitação”.
 
“Não estou acusando ou dizendo que o dinheiro foi gasto de forma errada... Só estou querendo que preste contas para a população para que a gente possa ter a certeza que o Caio tirou um 10 com louvor, mas para isso tem que ter transparência, tem que ter controle”, cobrou Andrade.
 
O vereador, teoricamente aliado ao Governo Caio e Renan, aliás eleito pelo partido do vice-prefeito, lamentou a falta das necessárias informações pormenorizadas sobre esses gastos.
 
“Nós já estamos com quase um ano e meio de pandemia e ele não tem nenhum relatório detalhado para fornecer a Câmara e população”, cobrou.
 
Paulo Henrique disse ainda que sabe que no início houve alta nos preços de alguns itens que ficaram mais caros: “A gente sabe disso, agora porque não mostrar. Ou seja, se nós temos um gasto dessa magnitude, o que a gente espera, pelo menos é ter um acompanhamento”, disparou.

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