02/07/2021 às 17h58min - Atualizada em 02/07/2021 às 17h58min

“O silêncio da Assembleia Legislativa me dá nojo”, afirma Éliton Leite

Éliton Leite
Empresário e líder Movimento pra Frente Brasil
Imagem do Facebook
 
Amigos e amigas, brasileiros de São Paulo, faço nesse artigo um desabafo a situação de ausência total de representação dos interesses do povo paulista por parte dos deputados (as) que elegemos em 2018. Os mesmos que – após quase dois anos de sumiço, silencio e omissão – já começam a voltar trazendo algumas migalhas para os municípios – certamente de olho em 2022 e no seu voto.
 
Na verdade, o que me incomoda e irrita é o silêncio covarde e a cumplicidade criminosa dos Senhores e Senhoras deputados estaduais, com todos os desmandos (algumas suspeitas graves de irregularidades) do Desgoverno João Dória.
 
Senão vejamos. Deliberadamente como um Monarca Absoluto, sem ao menos ser questionado, sem ouvir quem quer que seja (e amparado pela submissão vergonhosa da Assembleia), o atual governo (e os deputados também tem parte da culpa), estrangulou a economia paulista fechando a maior parte do setor produtivo do Estado, como se isso fosse resolver o estrago da pandemia; e o número de paulistas mortos está aí para provar que não resolveu. A Alesp se manteve como um túmulo e nem mesmo a histórica oposição ao PSDB feita pelos partidos de esquerda, se viu. Afinal o objetivo comum é outro e bem sabemos: minar o Governo do Presidente Jair Bolsonaro.
 
Pior, nas primeiras chamas da pandemia, eis que os ditos representantes do povo se uniram a Dória para aumentar o ICSM de uma gama de produtos – de alimentos a veículos, passando por remédios e insumos e produtos agrícolas diversos e outros vários produtos.
 
Foi de produzir ‘ânsia de vômito’ em todos os paulistas, com raríssimas exceções, a falta de compromisso dos legisladores e o silêncio fúnebre da Alesp, diante de tantas denúncias de irregularidades e na gestão executiva dos recursos federais para o combate a covid-19.
 
Continuamos atônitos ao ver a omissão sem precedentes sobre a necessidade urgente de apurar as muitas suspeitas de irregularidades em compras de respiradores, EPIs, os tais hospitais de campanha – montados e desmontados sem nenhuma utilidade e muito menos explicação – dinheiro público jogado fora. Quem ganhou com isso?
 
Até o ritmo da vacinação merece um acompanhamento mais comprometido, e os nossos representantes legislativos fazem de conta que está tudo bem. De cara é preciso saber se São Paulo tem vacinado o número de pessoas que poderia com os lotes de imunizantes que tem chegado do Ministério da Saúde? Tenho quase certeza que não!
 
Amigos. Até licitação para contratação de radares para as rodovias paulistas, se denunciou oficialmente na Alesp, foi feita sem licitação com base na ‘liberdade’ do estado de calamidade da pandemia. E nada de apuração.
 
Uma ‘operação arrastão’ foi feita pelo Governo para a eleição do deputado Carlão Pignatari para a presidência da Alesp. E a votação que o elegeu reuniu santos e demônios na mesma casa do Terço, como nunca, nunca se viu na história da Assembleia Legislativa. Faça-me o favor!
 
E tem mais.
 
Creio que pouca gente parou para pensar no cinismo da campanha “Vacina contra fome” (que na sua essência é muito boa como é o coração do povo de São Paulo). Nela a comunidade é chamada a doar alimentos sobre os quais o atual governo – repito, em plena pandemia – aumentou os impostos, e com o fim de ajudar pais e mães de famílias desempregados com o fechamento de milhares de vagas provocado pelos seguidos “Lockdowns” que ditatorialmente o Sr. Dória impôs ao nosso comércio e prestadores de serviços. E mais uma vez, nossos deputados e deputadas estaduais em ‘posição de múmias’.
 
Ele não desiste e eles não acordam (por razões que São Paulo gostaria de saber). Agora vemos mais devaneio e ridículo do chefe do Executivo Paulista e nossos parlamentares estaduais (e a maior parte da imprensa também) seguem em silêncio.
 
Alguém parou para questionar que depois de todo o estrago a economia e aos empregos dos paulistas, nosso (infelizmente) desgovernador anunciou um programa de ajuda social chamado ‘vale gás’ ou equivalente, que atenderá pouco mais de 1,2% da população bandeirante. Isso mesmo, chegará a cerca de 500 mil dos mais de 44,6 milhões de habitantes do Estado.
 
E cópia do ‘auxílio emergencial’ que vai chegar a pouco mais de 11 mil famílias do Estado que perderam seus familiares para a covid-19, como se apenas 11.026 famílias tivessem passado por essa dor.
 
Também é oportuno lembrar: cadê a redução do ICMS sobre os combustíveis, incluindo o gás de cozinha (desafiado pelo presidente Bolsonaro), que em São Paulo é um dos maiores do País e hoje responde por metade, pelo menos do preço do botijão.
 
Na teoria dessa politicagem que se pratica hoje em dia, deveria ser assunto de interesse dos oportunistas político-eleitoreiros, mas – misteriosamente – nem isso.
 
E para lacrar o caixão dos desmandos e desrespeito, em período de pandemia. Algumas regiões paulistas, com a nossa Nova Alta Paulista, estão ganhando mais praças de pedágios do atual governo e em todo estado as que já existiam, ficaram mais caras. Deputados em silêncio!
 
Onde estão os deputados e deputadas estaduais, especialmente os que sempre se colocaram com defensores do povo que covardemente silenciam diante de todas essas situações e evidências. Francamente, sinto vergonha da maioria dos homens e mulheres que de representantes do povo não tem praticamente nada.
 
Lamentavelmente, com em poucas vezes na história política do Estado, vemos a Assembleia Legislativa de São Paulo imóvel, prostrada e serviçal, tal qual um “puxadinho” do Palácio dos Bandeirantes e “abrigo de súditos do Rei”, quando foram eleitos para fiscalizar e legislar, em favor do Povo.
 
E nesse particular, João Dória se consagra como o maior encantador de múmias legislativas de todo os tempos.
 
O povo de São Paulo merece muito, muito mais que isso!

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