16/07/2021 às 10h06min - Atualizada em 16/07/2021 às 10h06min

MAIS UM TAPA NA CARA DO POVO: Motta e outros conhecidos votam a favor do Fundo Partidário de R$ 5,7 bilhões

Vários deputados conhecidos na região como Fausto Pinato, Guilherme Mussi, Arnaldo Jardim, Celso Russomano e Alexandre Leite também votaram para ‘engordar o fundão’

Nilton Mendonça
Redação do Cidade Real
Imagem da Internet
 
O plenário da Câmara dos Deputados aprovou, na tarde desta quinta-feira, 15/07, por 278 votos contra 145, com uma abstenção o projeto de Lei que efetiva as bases para o orçamento da União em 2022, a chamada Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO).
 
Mais uma vez, o maior “tapa na cara da sociedade” foi o absurdo do Fundo Partidário (instituído em 1995 pela Lei 9.096) – que é o montante de dinheiro público reservado para ser gasto nas atividades das legendas durante o ano.
 
É pertinente lembrar que, no Brasil, partidos e candidatos ainda têm o Fundo Eleitoral (Leis 13.487 e 13.488, de 2017), que é a principal fonte para a realização das campanhas eleitorais)
 
VERGONHA
 
E em meio a todas as dificuldades provocadas pela pandemia e agravadas pela guerra política contra o governo do Presidente Jair Bolsonaro, os senhores e senhoras deputados(as) tiveram a cara de pau de quase triplicar o valor do chamado ‘fundão’ para R$ 5,7 bilhões – quase o triplo da cifra em torno dos R$ 2 bilhões, gasto nas eleições do ano passado.
 
Novamente, o texto da LDO inclui ‘criminosamente’ o fundão que é uma das rúbricas do Orçamento anual da Nação, apesar do partido ‘Novo’ ter proposto um destaque para excluir do projeto o aumento do fundão. Lógico: a modificação proposta foi rejeitada em votação simbólica.
 
Portanto, para tentar esconder a vergonha, outra vez se embutiu o ‘fundão’ dentro da LDO – cuja aprovação é necessária para o início do recesso dos deputados. Na prática, no pacote, quem votou a favor da LDO votou a favor do novo fundão.
 
BANCADAS
 
Entre os partidos com representação na casa, orientaram seus deputados e deputadas pelo voto ‘Sim’ à proposta (portanto na prática a favor do novo fundão): PSL, PL, PP, PSD, MDB, PSDB, DEM, Solidariedade, Pros, PSC, PTB e Cidadania.
 
No outro sentido, orientaram seus filiados pelo voto ‘Não’ à proposta (portanto, contra o aumento do ‘fundão’ para R$ 6 bi): PT, PSB, PDT, Podemos, PSOL, Novo, PV, Rede e a liderança da Oposição.
 
‘OS NOSSOS’
 
Entre os ‘deputados conhecidos na região’, os mais próximos, a maioria acompanhou a orientação de seus partidos. Enrico Misasi (PV) votou contra, Luiz Carlos Motta (PL), votou a favor do ‘reforço do fundão’; Arlindo Chinaglia (PT), contra; Ricardo Izar (PP), a favor; o badalado Pastor Marco Feliciano (Republicanos) disse ‘Sim’ ao fundão de quase R$ 6 bi; e a defensora do presidente Bolsonaro, Carla Zambelli, votou a favor do aumento do ‘fundão’.
 
Veja, na lista abaixo, como os deputados paulistas se posicionaram na votação desta quinta-feira:
 
Abou Anni (PSL) - Sim; Adriana Ventura (Novo) - Não; S. Braga (PT) - ausente da votação; Alex Manente (Cidadania) - Sim; Alexandre Frota (PSDB) – Não; Alexandre Leite (DEM) – Sim; Alexandre Padilha (PT) – Não; Alexis Fonteyne (Novo) – Não; Arlindo Chinaglia (PT) – Não; Arnaldo Jardim (Cidadania) – Sim; Bozzella (PSL) – Sim; Bruna Furlan (PSDB) – Sim; Carla Zambelli (PSL) – Sim; Carlos Sampaio (PSDB) – Sim; Carlos Zarattini (PT) – Não; Celso Russomano (Republicanos) – Sim; Cezinha de Madureira (PSD) – Sim; Coronel Tadeu (PSL) – Sim; Eduardo Cury (PSDB) - Não; Eduardo Bolsonaro (PSL) - Sim; Eli Corrêa Filho (DEM) - Sim; Enrico Misasi (PV) - Não; Fausto Pinato (PP) - Sim; General Peternelli (PSL) - Sim; Geninho Zuliani (DEM) - Sim; Guiga Peixoto (PSL) - Sim; Guilherme Derrite (PP) - Não; Guilherme Mussi (PP) - Sim; Henrique Paraíso (Republicanos) - Sim; Herculano Passos (MDB) - Sim; Ivan Valente (PSOL) - Não; Jefferson Campos (PSB) - Sim; Joice Hasselmann (PSL) - Não; Kim Kataguiri (DEM) - Não; Luiz Carlos Motta (PL) - Sim; Luiz P. O. Bragança (PSL) - Não; Luiza Erundina (PSOL) - Não; Marcio Alvino (PL) - Sim; Marco Bertaiolli (PSD) - Sim; Marcos Pereira (Republicanos) - Sim; Maria Rosas (Republicanos) - Sim; Miguel Lombardi (PL) - Sim; Nilto Tatto (PT) - Não; Paulo Freire Costa (PL) - Sim; Paulo Teixeira (PT) - Não; Policial Sastre (PL) - Sim; Pastor Marco Feliciano (Republicanos) - Sim; Ricardo Izar (PP) - Sim; Ricardo Silva (PSB) - Sim; Roberto Alves (Republicanos) - Sim; Rodrigo Agostinho (PSB) - Não; Rosana Valle (PSB) - Não; Rui Falcão (PT) - Não; Samuel Moreira (PSDB) - Não; Sâmia Bomfim (PSOL) - ausente, Tabata Amaral (PDT) - Não; Tiririca (PL) – ausente; Vanderlei Macris (PSDB) - Sim; Vicentinho (PT-SP) – ausente; Vinicius Carvalho (Republicanos) - Sim; Vinicius Poit (Novo) – Não; e Vitor Lippi (PSDB) – Sim.
 
NOTA DA REDAÇÃO
 
Fizeram sua parte em defesa do dinheiro público os homens e mulheres que foram contra esse abuso do ‘fundão de R$ 5,6 bilhões.
 
Agora resta à sociedade fiscalizar para saber se, em 2022 seus partidos farão ou não uso do dinheiro.
 
Afinal, quando o ‘Sim’ já tem voto suficiente é fácil dizer não, e no ano da eleição usar o dinheiro público para as campanhas e outras atividades partidárias.
 
Os que votaram ‘Sim’, como o tal ‘deputado de Tupã’, Luiz Carlos Motta, que a sociedade não os esqueça por esse particular voto de, em meio a uma crise mundial sem precedentes, quase triplicar os recursos públicos para seus próprios interesses.

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