20/07/2021 às 20h14min - Atualizada em 20/07/2021 às 20h14min

Após adiamento, ameaças e resistência interna, Olimpíada começa no Japão

Jogos na capital japonesa deveriam ter sido realizados no ano passado; foram adiados por causa da covid-19, mas vão adiante mesmo em cenário inseguro

André Rossi
www.redebrasilatual.com.br
Ygor Coelho, atleta do badminton, na Vila Olímpica de Tóquio (Monica Faria/COB)
 
Começou. Depois de muitas idas e vindas, indecisões, protocolos, testes e resistência popular, os Jogos Olímpicos de Tóquio terão início oficial na próxima sexta-feira, 23/07, com a cerimônia de abertura.
 
As competições começam antes, nesta quarta-feira, 21/07, já com o Brasil em cena. Serão
 
19 dias de disputas até 8 de agosto, quando saem as últimas medalhas e ocorre o encerramento oficial.
 
Pouco mais de duas semanas depois será a vez dos jogos paralímpicos, para mais 13 dias de Jogos, entre 24 de agosto e 5 de setembro.
 
Nunca é demais lembrar que o evento era para ter ocorrido no ano passado, mas acabou adiado por causa da pandemia.
 
O assunto antes das competições começarem não poderia ser outro a não ser as preocupações com a covid-19.
 
Principalmente depois que as autoridades japonesas se viram obrigadas a recolocar Tóquio e redondezas sob restrições maiores, o chamado estado de emergência.
 
As medidas estão longe de representar um Lockdown e são mais ligadas a horários de funcionamento de bares, restaurantes e karaokês e à venda de bebidas alcoólicas.
 
Uma outra consequência é a impossibilidade da presença de público nas arenas, que até então poderiam receber 10 mil pessoas ou o equivalente a 50% da capacidade, o que fosse menor.
 
Para mitigar as consequências da decisão, o Comitê Olímpico Internacional (COI) anunciou em entrevista coletiva no sábado, 17/07, que o sistema de som das arenas irá reproduzir som de torcidas durante as disputas.
 
Na mesma coletiva, o presidente do COI, o alemão Thomas Bach, foi bombardeado por perguntas a respeito das condições de segurança sanitária, especialmente porque já nos primeiros dias e com ainda muita gente para chegar, haviam sido confirmados 55 casos, sendo quatro atletas, dentre todos os envolvidos, desembarcando ou não no país.
 
Bach foi muito cobrado pelos jornalistas sobre a inconsequente declaração dada semanas antes de que os protocolos adotados seriam “perfeitos”. Como todo bom cartola, saiu pela tangente em todos os questionamentos.
 
TIME BRASIL
 
No Time Brasil, nome dado à delegação brasileira, dois grandes destaques, um positivo e outro negativo.
 
Começando pelas más notícias, Fernando Reis, do levantamento de peso, figurinha carimbada nas previsões de medalha, foi pego no exame antidoping e está fora dos Jogos.
 
Esperava-se dele a primeira medalha olímpica da modalidade na história do país.
 
Por outro lado, foi revelada a primeira dupla de porta-bandeiras da história do país. Bruninho, levantador do time masculino de vôlei, e a judoca Ketleyn Quadros vão carregar o estandarte na primeira edição com um representante de cada gênero.
 
Bruninho, ou Bruno Resende, filho do técnico de vôlei Bernardo Resende, o Bernardinho, disputou as últimas três finais olímpicas, ganhando a mais recente, na Rio-2016.
 
Ketleyn tem um bronze emblemático conquistado em Pequim-2008, a primeira medalha de uma brasileira em esportes individuais.

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