06/08/2021 às 18h12min - Atualizada em 06/08/2021 às 18h12min

Com apenas 7 testemunhas ouvidas desde maio, 'CEI da Covid' tem prazo estendido por mais 3 meses

Nos primeiros 90 dias de trabalho, a comissão arrecadou 4.261 páginas de documentos; ex-secretária Amanda Berti deverá se a última a depor

Nilton Mendonça
Redação Cidade Real
Montagem fotográfica Junior Mendonça - Imagens: www.camarabastos.sp.gov.br
 
Começou a valer na última terça-feira, 03/08, o novo prazo de mais 90 dias para os trabalhos da Comissão Especial de Inquérito (CEI) instalada pela Câmara Municipal de Bastos, em quatro (04) de maio desse ano, para apurar suspeitas de irregularidades na Secretaria de Saúde, envolvendo verbas destinadas ao combate à pandemia do covid.
 
As denúncias, alvo de ação policial, inclusive, culminaram com o afastamento do cargo da ex-secretária Amanda Ramos Berti, no final de 2020.
 
À época o Ministério Público apreendeu documentos, computadores e outros materiais relacionados às suspeitas denunciadas de irregularidades no uso de verba de combate ao coronavírus
 
A CEI criada pela Portaria 018/2021, com 90 dias para concluir os trabalhos, teve o prazo estendido por igual tempo (mais 90 dias) por meio de Portaria 027/2021, publicada pelo presidente da Câmara, o vereador Claudemir José dos Santos, o Buchinha (MDB), no dia 20 de julho.
 
MUITO PAPEL
 
Em nota encaminhada a pedido do Cidade Real, a presidente da CEI, Ivanessa Aparecida de Castro (PV), informou que a comissão “segue seus trabalhos com a coleta de documentos e oitiva de testemunhas”.
 
Até o final do primeiro prazo de 90 dias, segundo ela, já foram arrecadadas 4.261 páginas de documentos, distribuídas em 21 volumes.
 
Em igual período, conforme a presidente, sete (07) testemunhas foram ouvidas, estando ainda agendas outras 16 oitivas de “testemunhas, além das pessoas que contam como investigadas”.
 
“Além disso, a Comissão teve acesso ao processo judicial que apura as irregularidades na respectiva pasta da Secretaria de Saúde”, completou Ivanessa na nota que também é assinada pelo advogado Dorcílio Ramos Sodré Júnior, assessor Jurídico da Câmara de Bastos.
 
PREFEITO E EX-SECRETÁRIA
 
Por telefone, o relator da CEI, vereador Kleber Lopes de Souza (MDB), disse que apesar das dificuldades próprias do tempo de pandemias, a comissão tem conseguido a contento realizar o trabalho para que foi criada: de apurar irregularidades, falhas, requisitar documentos, questionar valores e tomar depoimentos.
 
Segundo Lopes, até então, a prioridade da CEI foi a arrecadação de documentos relacionados aos fatos denunciados em que provocaram a instauração da comissão.
 
Novas oitivas, segundo ele estão programadas para ocorrer nos “dias pares” de agosto, no período da tarde, no Plenário da Câmara.
 
O vereador informou que a ex-secretária Amanda Berti, pivô do escândalo, deverá ser a última a depor: “Começamos com o levantamento de documentos sobre a denúncia. A partir deles, algumas testemunhas já foram ouvidas, sobre o conteúdo; outras serão nos próximos dias e a ex-secretária será a última”,
 
Perguntado sobre se o prefeito Manoel Ironides Rosa (MDB) também irá depor a CEI, Kleber Lopes de Souza respondeu que “provavelmente sim”.
 
“Já temos bastante material em mãos. Agora é ir tirando as dúvidas (descartando ou confirmado cada ponto da denúncia) com os depoimentos de testemunhas e pessoas citadas nos autos e no processo judicial sobre o caso. Creio que mais 90 dias serão suficientes, já que a parte mais trabalhosa, de arrecadação de dados e detalhes já foi praticamente toda concluída”, ponderou Kleber Lopes de Sousa.
 
COMISSÃO
 
Pela ordem da imagem acima, além da presidente Ivanessa Castro e do relator Kleber Lopes, fazem parte da CEI, como membros, os vereadores Pedro Fumio Nikaido, o Pedrinho (MDB), a Professora Neuza Aparecida Tognon Jorge (PSDB) e José Aparecido Chaves, o Zé Preto do Açougue (PV).

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