27/09/2021 às 12h52min - Atualizada em 27/09/2021 às 12h52min

Luís Alves aponta ‘estranho silêncio’ na tribuna da Câmara de Tupã

Ex-vereador pelo PC do B também crê que Caio e Renan “ainda têm o aval da sociedade”, mas defende que a “pandemia já deu o que tinha que dar”

Nilton Mendonça
Redação Cidade Real
Facebook.com/tvspplay
 
Com uma passagem pela Câmara de vereadores marcada por debates intensos e até algumas polêmicas, o ex-vereador comunista Luís Alves de Souza, voltou a polemizar, nesta segunda-feira, 27/09, ao falar sobre a atual Câmara Municipal de Tupã.
 
Entrevistado da Live diária Manhã de Notícias, na plataforma SP Play, no Facebook, o político e líder comunitário, que foi filiado e dirigente local do PC do B, por pelo menos de 35 anos, não deixou barato, ao falar do comportamento da maioria dos atuais vereadores.
 
CAIO E RENAN
 
O ex-vereador revelou que desde os tempos de pré-campanha, tem sido uma espécie de orientador político do prefeito Caio Aoki (PSD) e o vice Renan Pontelli (PSDB).
 
“Eu vejo que Caio ainda tem o aval da sociedade e a minha expectativa é que Caio e Renan não percam essa credibilidade. Mas eu já consigo ver alguns focos de descontentamento... Chega de falar de pandemia, vamos trabalhar, porque a pandemia já deu o que tinha que dar”, afirmou Alves.
 
FALTA DE DEBATES
 
Sobre a Câmara Municipal, Luís Alves, disse que estranha a falta de debates sobre temas importantes para o município; e lembrou que em sua época de vereador, as sessões acabam muito mais tarde que atualmente.
 
“Quando você olha alguns nomes que fizeram parte da Câmara e os debates que havia lá (é bem diferente). No mandato que eu fiz junto com (a gestão do) ex-prefeito Manoel Gaspar, as sessões não acabavam antes da meia noite... Era difícil uma sessão acabar antes da meia noite... já foi até uma e duas da madrugada. Hoje eu vejo sessão acabando com meia hora. Será que não tem assunto para discutir? Claro que tem. Será que não tem problemas para discutir? Será que não tem nada para elogiar... A última sessão, salvo engano, ninguém usou a tribuna e quanto ninguém usa a tribuna algo está entranho”, apontou Alves.
 
O entrevistado da Manhã de Notícias também relembrou que a ‘fiscalização’ é a principal atribuição do mandato de vereador, além de legislar; mas as prestações de contas referentes a essas fiscalizações, com raríssimas exceções, praticamente não têm sido vistas durante as sessões camarárias.
 
CAMTUR
 
Luís Alves também anunciou, na mesma entrevista, sua saída do Conselho das Associações de Moradores de Tupã e Região (Camtur), do qual foi o principal criador e articulador.
 
De acordo com ele, para a eleição da nova diretoria, que acontecerá ainda este ano, ele não será mais candidato e espera que outras pessoas possam dar sequência ao trabalho, assim como foi com a Associação Unidos Venceremos.
 
Alves reafirmou que sua prioridade, além dos assuntos pessoais, será com o atletismo onde já atua desde o início dos anos de 1990.
 
Em relação a política partidária e entidades comunitárias, ele crê, já deu sua colaboração.

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