29/10/2021 às 19h30min - Atualizada em 29/10/2021 às 19h30min

Mansilha muda discurso e admite que reclamação de vereador “antecipou” demolição de banheiro

Na primeira postagem, chefe de gabinete da Prefeitura alegou “estrutura comprometida”, mas não apresentou laudo que justificaria demolição

Nilton Mendonça
Redação Cidade Real
O chefe de Gabinete da Prefeitura de Rinópolis, Antônio Mansilha (Imagem de arquivo)
 
O chefe de Gabinete da Prefeitura de Rinópolis, ex-vereador Antônio Aparecido Mansilha dos Santos, admitiu na quarta-feira, 27/10, que os vídeos postados no Facebook, em forma de denúncia, pelo vereador Everson Cilas de Pereira, o Nenê (Podemos), apenas aceleraram a decisão do governo Neto e Nanci, de demolir o banheiro da praça do Jardim São Matheus.
 
Sem nenhum laudo técnico que amparasse a ação, o sanitário foi posto abaixo na manhã da última segunda-feira, 25/10, após duas lives do vereador Nenê, mostrando a falta de conservação do local.
 
Relembre no link abaixo:
https://cidadereal.net/noticia/483/ao-inves-de-limpar-e-manter-neto-manda-demolir-banheiro-publico-do-jardim-sao-matheus
 
Segundo Mansilha, a demolição seria parte de um projeto só para 2022, junto com a remodelação da referida praça, que recentemente ganhou o nome do saudoso Cônego Valdemiro Cândido do Símbolo, o saudoso Padre Miro.
 
O principal assessor do prefeito José Ferreira de Oliveira Neto (PSDB) também admitiu que “além da iniciativa da lei”, nominando o espaço, de Padre Miro, “a administração entende que há muito para ser feito na praça, dando vida e criando um espaço para a comunidade do Jardim São Mateus”.
 
“Terminando a reforma da igreja... no início de 2022, a administração municipal pretende fazer (uma) obra de revitalização e adequações assim como fez em outros bairros”, disse Mansilha.
 
Na prática, resolver o problema do banheiro demolido seria somente para o futuro, junto com o restante da promessa de melhorias, mas foi antecipado porque o vereador Nenê reclamou.
 
“A reclamação do vereador tão somente antecipou a ação do governo municipal que iria demolir o banheiro. Esses são os fatos”, afirmou Antonio Mansilha.
 
MUDOU A CONVERSA
 
Na entrevista via WhatsApp, ao Cidade Real, Mansilha, portando, mudou a fala da segunda-feira, 25/10, dia da demolição, quando, em uma postagem em sua conta pessoal no Facebook, ele deu outra explicação: “O banheiro público, depois de funcionar por décadas, estava com a estrutura comprometida por conta da ação do tempo... uma reforma custaria muito para os cofres públicos, o que não era viável”, escreveu (leia postagem em imagem abaixo).
 
Apesar da afirmação de “estrutura comprometida”, o chefe de Gabinete, que ao que se sabe não tem formação de engenharia ou similar técnica, não apresentou qualquer laudo ou documento que amparasse a demolição.
 
PROMESSAS
 
Na mesma conversa com a reportagem, Mansilha também falou de outros projetos futuros da administração para a região do São Matheus.
 
Além da prometida remodelação da “Praça Padre Miro“, segundo ele, o Jardim Morumbi “também será agraciado com a construção de uma praça”.
 
A pista de caminhada do Jardim São Mateus “será remodelada e reorganizada oferecendo uma opção de lazer e exercício para a comunidade”.
 
No São Mateus, disse Mansilha, “teremos ainda a ampliação do CEI Pedacinho do Céu”, onde será implantado um “projeto Educacional”.
 
NOTA DA REDAÇÃO
 
Como se vê, além da falta do laudo técnico pertinente que poderia confirmar a alegada “estrutura comprometida” do banheiro, a única ação efetiva do episódio, no verbo presente, é a “demolição”; o restante é para verbo futuro – sem previsão.
 
Aliás, uma rápida observação nas imagens dos restos da demolição do banheiro do Jardim São Matheus (veja várias, abaixo) não mostra traços aparentes de uma “estrutura comprometida”; ao contrário, aparenta paredes e pedaços de laje consistentes e robustas.
 
De certa forma, isso se ampara na “segunda conversa” de Mansilha: a razão real da demolição foi o incômodo político que tornou público o absurdo do abandono em que se encontrava um banheiro público.
 
Para piorar, um bem público que foi interditado, segundo consta, por problemas em sua caixa d’água e não de sua estrutura; e depois, por falta de manutenção e cuidado, foi arrombado e ficou largado pela atual gestão reeleita.

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