19/11/2021 às 20h02min - Atualizada em 19/11/2021 às 20h02min

Convidado, Manoel Rosa ainda não tem data para depor na CEI da Covid

Presidente da Comissão diz que depoimento da ex-secretária de Saúde, investigada, está sob sigilo judicial e não será divulgado

Nilton Mendonça
Redação Cidade Real
O prefeito Manoel Rosa, em imagem de arquivo (redes sociais)
 
O prefeito municipal de Bastos, Manoel Ironides Rosa (MDB) não havia, pelo menos até a última quinta-feira, 18/11, às 16h, sido notificado formalmente pela Comissão Especial de Inquérito (CEI) da Câmara da cidade. sobre seu ‘convite’ para depor na investigação que apura suspeita de irregularidades na Secretaria de Saúde, no uso de recursos federais destinados ao combate a Covid.
 
A CEI criada em maio desse ano, só após quase seis meses, no último dia 25, após receber a segunda prorrogação de prazo (de 90 dias), conseguiu ouvir a pivô do escândalo, a ex-titular da Secretaria de Saúde, Amanda Ramos Berti.
 
Ela foi exonerada do cargo, no final de 2020, após uma operação conjunta do Ministério Público e Polícia Civil, apreender documentos e até um computador pessoal usado por Amanda.
 
“Ainda não recebi... Estou aguardando o convite”, informou Rosa. “Me parece que na próxima semana”, completou, em mensagem de WhatsApp.
 
FORO PRIVILEGIADO
 
Em mais uma nota escrita, encaminhada ao Cidade Real, a presidente da Comissão, vereadora Ivanessa Aparecida de Castro (PV), informou que os vereadores membros da CEI, decidiram “enviar convite ao prefeito Manoel Ironides Rosa para que, caso queira, preste esclarecimentos à Comissão em data ainda a ser definida e que deverá ocorrer, preferencialmente, antes do recesso camarário, que se inicia no dia 16 de dezembro de 2021 e vai até 31 de janeiro de 2022, conforme previsto em Regimento Interno”
 
Segundo a Assessoria Jurídica da Câmara, o prefeito é protegido pelo Artigo 221 do Código de Processo Penal, e tem direito, se desejar, de falar apenas juízo “em local, dia e hora previamente ajustados entre ele e o juiz”.
 
SIGILO
 
Ivanessa também informou que o conteúdo do depoimento da ex-secretária Amada ocorreu “em caráter sigiloso” não podendo ser divulgado à população. “Estou seguindo recomendação do setor jurídico. Esses dados não podem, por ora, ser divulgados para nenhum veículo de imprensa”.
 
A vereadora sugeriu que a reportagem fizesse a solicitação via ofício com base na lei do acesso a informação. “Também, você pode fazer um requerimento via lei de acesso à informação que iremos analisar”, escreveu Ivanessa.

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