12/01/2022 às 11h39min - Atualizada em 12/01/2022 às 11h39min

Motorista sofre extorsão após trocar nudes com ‘desconhecida’ pelo WhatsApp

Vítima de 53 anos de idade ainda depositou mais de R$ 1,5 mil aos golpistas antes de procurar a polícia

Nilton Mendonça
Redação Cidade Real
Imagem meramente ilustrativa
 
O tipo de golpe com centenas de milhares de registros (e não registros também) espalhados pelo País, segue fazendo vítimas, inclusive pela região.
 
Desta feita foi em Marília, com a vítima – do sexo masculino – mais uma vez, na faixa de idade média dos 55 anos.
 
A Polícia Civil recebeu a queixa de um motorista, de 53 anos, que foi vítima de um golpe de extorsão depois que trocou fotos íntimas – nudes – com uma pessoa (que imaginava ser uma jovem bonita e sensual) através do aplicativo de mensagens WhatsApp.
 
Segundo a vítima que registrou a ocorrência nesta terça-feira, 11/01, o golpe ocorreu no começo do mês de dezembro do ano passado.
 
É REGRA
 
De acordo com relatos, inclusive publicados nas redes sociais, a vítima é selecionada através dos perfis de Facebook e outras redes sociais por alguém usando, via de regra perfil Fake, como imagens de uma mulher jovem, bonita e insinuante.
 
Após as primeiras conversas, via de regra de uma identificação básica, o homem é convencido a fornecer o número do telefone celular e passa a trocar mensagens de textos, áudio e imagens com o golpista (a suposta mulher atraente).
 
Também via de regra, ambos entram em assuntos pessoais e acabam trocando fotos íntimas – os chamados nudes: fotos em poses sensuais, roupas íntimas e até com a exposição de órgão genitais e outras partes do corpo.
 
PELADÃO
 
Neste caso, o motorista relatou que a conversa foi com uma pessoa que se identificava como Bruna e que “após trocarem fotos nuas” recebeu contato de outro número de telefone com ameaças de expor as fotos e exigindo depósitos em dinheiro.
 
Segundo essa vítima, o contato foi feito por um suposto “advogado da mulher”, mas em alguns casos, é feito por um suposto policial, informando que a família da tal mulher (que em alguns casos seria menor de idade) estaria registrando queixa.
 
Neste caso o tal advogado, depôs o motorista, começou a pedir que enviasse quantias em dinheiro e ele fez duas transferências por PIX para dois CPFs diferentes nos valores de R$ 1 mil e de R$ 550.
 
Depois do registro da ocorrência a vítima foi orientada a imprimir os conteúdos das conversas e fotografias enviadas pelos golpistas para tentar auxiliar nas investigações da polícia.
 
Na maioria dos casos, a vítima faz o depósito com medo da exposição de suas fotos, mas também diante de ameaças de revelar essa intimidade a familiares, especialmente namoradas e esposas.

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