24/01/2022 às 13h14min - Atualizada em 24/01/2022 às 13h14min

PF prende trio ligado a mortos em explosão de helicóptero em outubro no MS

Grupo foi flagrado na última sexta-feira, 21/01, em uma estrada rural, entre os municípios de Quatá e João Ramalho com 25 kg de cocaína

Nilton Mendonça
Redação Cidade Real
Imagens das redes sociais
 
Uma operação coordenada pela Polícia Federal (PF), delegacia de Presidente Prudente, com apoio de equipes da Polícia Militar, Polícia Rodoviária Estadual e Polícia Civil, prendeu mais três acusados pelo tráfico internacional de drogas, com uso de helicóptero, em uma área rural entre Quatá e João Ramalho, na última sexta-feira, 21/01.
 
Por voltada as 13h, as equipes que se mobilizaram a partir de informações do reabastecimento de uma aeronave, prenderam dois ocupantes piloto (morador em Quatá), auxiliar (de procedência não divulgada) e o ‘abastecedor’, residente e funcionário de uma conhecida fazenda naquela região.
 
Segundo apurado pelo Cidade Real, os presos, com idades entre 24 e 36 anos foram submetidos a audiência de Custódia no sábado, 22/01 e encaminhas a unidade prisional de Caiuá.
 
Piloto e auxiliar foram presos em uma mata, lindeira a chamada ‘Estrada do Pé Sujo’, local onde a aeronave (da marca Robinson, modelo PR44, prefixo NRR, recheada com 225 tabletes de cocaína) havia pousado para ser reabastecida.
 
E o terceiro elemento, o ‘abastecedor’, preso já na propriedade onde mora, após tentar fugir do local com uma pick-up usada para o transporte galões de combustível que seriam usados para abastecer o helicóptero carregado com 250 kg de cocaína.
 
EXPLOSÃO
 
Uma fonte do Cidade Real, que atuou na operação, contou que o piloto preso nesta sexta-feira, é familiar de um outro jovem, morto em outubro de 2021, na explosão de outra aeronave em Ponta Porã, no Mato Grosso do Sul.
 
Na ocasião morreram Matheus Henrique dos Santos Venâncio, conhecido por Danone, e Pedro Augusto Boim, de 20 e 24 anos de idade, este último alvo de polêmica, uma vez que se chegou a cogitar velório do corpo carbonizado na Câmara Municipal – o que não aconteceu após a repercussão negativa do caso.
 
À época os corpos e os restos da aeronave com a droga foram encontrados por trabalhadores que aplicavam defensivos em lavouras de grãos, usando um avião de pequeno porte.
 
Embora a PF não tenha confirmado nenhuma outra informação relacionada ao caso, é ‘praticamente certo’ que os presos na sexta-feira, façam parte da mesma ‘organização’ dos dois mortos em outubro no MS – a começar pelo parentesco sanguíneo entre o piloto Pedro Boim, morte na queda, ano passado, e um dos presos em João Ramalho neste dia 21.

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