02/02/2022 às 12h47min - Atualizada em 02/02/2022 às 12h47min

Apesar dos 350 milímetros de chuvas, Tupã não tem nenhuma área ‘isolada’, garante Bigeschi

Secretário destaca importância de máquina S90 e novos caminhões comprados recentemente no socorro aos estragos e em obras preventivas

Nilton Mendonça
Redação Cidade Real
Máquina S90, recém adquirida pela Prefeitura, em obra preventiva (Secretaria de Obras)
 
O secretário municipal de Planejamento, Obras e Trânsito de Tupã, Valentim César Bigeschi, garantiu nesta terça-feira, 01/02, em entrevista ao Cidade Real, que apesar dos mais de 350 milímetros de chuvas registrados na região nos últimos cinco (05) dias, o município de Tupã não tem nenhuma área, rural ou urbana que pode ser considerada isolada ou intransitável.
 
De acordo com ele, apesar dos pontos de alagamentos e erosões pontuais temporários, próprios das pancadas mais intensas, esses locais têm sido recuperados em um razoável espaço de tempo, na medida do possível. “Com a continuidade das chuvas há lugares que demoram mais para serem totalmente recuperados, porque não dá, por exemplo, para colocar ou mexer em terra nos lugares que podem ter a situação agravada com novas chuvas ou mexer em locais encharcados. Mas apesar dos mais de 350 milímetros de chuvas não temos nenhuma área ou local isolado”, garantiu ele, antes dos cerca de 100 milímetros de precipitações registrados apenas nesta terça-feira, 01/02.
 
Conforme o secretário nem o 0800 da Prefeitura, nem Defesa Civil ou Bombeiro tiveram qualquer registro de área isolada ou ilhada pelas chuvas recentes.
 
LOCAIS
 
Valentim destacou que a nova estrutura de escoamento teve uma boa performance, minimizado os estragos na comparação com outras chuvas da mesma intensidade, como a 2013.
 
Na época, o então e saudoso prefeito Manoel Gaspar decretou Estado de Emergência por conta de inundações de ao menos 13 pontos de destruições – como o pontilhão da Lélio Piza, baixadas do Clube dos Comerciários e da rua Caingangs, Praça dos 500 anos, vicinais Tupã Quatá e Tupã Queiroz, Vila Marajoara, além de diversas pontes e estradas rurais.
 
Isso segundo ele, é resultado do bom andamento da primeira das três etapas da obra de macrodrenagem, que não chegou ainda a locais estratégico como a avenida Tamoios e a baixada da Caingangs, mas no geral absorveu bem as intensas e contínuas precipitações dos últimos dias.
 
Conforme Bigeschi, os danos mais severos foram verificados, na zona rural, na Estada da Santa Estela, Sete de Setembro e Estrada do Cemitério de Parnaso; e na cidade em regiões com histórico de danos graves, como nos bairros Jaçanã, Marabá e outros pouco locais.
 
São áreas que têm recebido atenção especial, além da contínua limpeza de bocas de tubulação com a retirada de galhos e outros objetos que são potenciais para o “estrangulamento” dos sistemas de drenagem e o monitoramento das condições gerais e limpeza do canal esquerdo do Córrego Afonso 13, para onde verte a maior parte das enxurradas drenadas do perímetro urbano de Tupã.
 
FROTA
 
Bigeschi também enfatizou que, de certa forma, os trabalhos de recuperação e manutenção dos sistemas, tem sido ‘agilizado’ pelos novos equipamentos adquiridos pela Prefeitura, como a retroescavadeira (esteira da marca Hyundai) e de quatro (04) novos caminhões. “Essa máquina S90 tem possibilitado obras preventivas e corretivas de médio e grande porte, impossíveis sem ela. E o material que chegou aos locais danificados, certamente não chegaria com tanta rapidez e eficiência, não fossem os novos caminhões”, completou Valentim.

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