06/04/2022 às 21h50min - Atualizada em 06/04/2022 às 21h50min

Em Tupã, grupo anuncia criação de ‘país hídrico’ a ser construído no meio do Oceano Atlântico

Nova nação já tem nome, constituição provisória e até seu primeiro imperador eleito entre os 22 signatários iniciais da ideia

Nilton Mendonça
Redação Cidade Real
A tecnologia das casas-barco é uma das bases da ideia de constituição de uma Pátria Hídrica
 
Em uma reunião online realizada na noite do último dia 30 de março, a qual o Cidade Real teve acesso exclusivo, um grupo de 22 moradores de Tupã, Bastos, Parapuã, Osvaldo Cruz e São Paulo, fez um curioso anúncio que poderá ser alvo das mais diversas interpretações.
 
Em um resumo bem fácil de entender, anunciaram oficialmente a criação de um novo país a ser construído em forma de aglomerações urbanas e propriedades rurais implantadas sobre o oceano.
 
Quem considera que apenas a ideia parece ‘loucura’, deve saber que a nova pátria (hídrica) já tem nome, constituição aprovada e até o primeiro mandatário, um imperador escolhido.
 
Proclamado primeiro imperador da República Imperialista Social Democrática do Atlântico, um conhecido advogado tupãense (que inicialmente prefere não ser identificado publicamente), autor original da ideia, contou que as reuniões para discussões em torno do tema começaram em outubro de 2021 e em 22 de fevereiro desse ano (22/02/22) se chegou ao texto base inicial das leis que regerão a nova pátria.
 
SEM DONO
 
Após a leitura da exposição de motivos para a criação, já falando como primeiro imperador da futura República/Império, o advogado explicou que juridicamente a implantação da nova pátria não infringe qualquer norma da ordenação jurídica internacional, uma vez que a implantação se dará em uma espécie de “área de todo mundo”, entre os espaços marítimos regulares dos países da América do Sul e da África. “São espécies de porções sem dono... juridicamente não dependemos de autorização de ninguém para ocupar, apenas de comunicação a ONU para efeito de reconhecimento de outras nações”, resumiu.
 
TECNOLOGIAS
 
Imperador e seus seguidores defendem que as alegadas ‘dificuldades técnicas e práticas’ para construir a República Imperialista Social Democrática do Atlântico sobre o mar são a essencial da ideia. “A construção efetiva deverá ser resultado da união das várias tecnologias já disponíveis no mundo. E trabalhar a aproximação de todas essas tecnologias e pessoas que acreditam nessa possibilidade é a prioridade agora, através de contatos e apresentação do projeto em todo mundo”, explicou.
 
Em linhas gerais, confirme o advogado, a proposta da primeira pátria hídrica do mundo é construir um espaço com mais possibilidade de vida saudável e gerando alternativa na produção de alimentos. “Nesse particular já temos tecnologia, por exemplo, de fazendas de produção de peixes em cativeiro. No alto mar essa possibilidade se potencializa”, exemplificou.
 
FLEXÍVEL
 
O líder da ideia da “pátria hídrica” também repetiu, durante a reunião online do dia 30 de março que todas as definições aprovadas até o momento poderão ser revistas – com o avanço dos estudos e discussões – para que a República Imperialista Social Democrática do Atlântico seja constituída como uma pátria que efetivamente contemple a garantia dos direitos elementares e qualidade mínima de vida de seus habitantes e ajude – de alguma forma – a humanidade a enfrentar, por exemplo, o desafio de produzir alimentos para garantir o abastecimento de uma população que não cessa de crescer.
 
“São muitos detalhes – alguns parecendo insignificantes – mas que, no conjunto, garantirão segurança, qualidade de vida e os demais direitos elementares de cada cidadão. Como a dupla cidadania, por exemplo, que vai garantir a vida dos habitantes, em uma emergência, por exemplo, com cada um tendo como seguir para seu país de origem, sem impedimento burocrático”.
 
O grupo envolvido no projeto de construção dessa nova pátria se reúne periodicamente para ampliar as discussões, debater novas sugestões e avaliar os avanços em torno do projeto.
 
Novos adeptos são bem-vindos, segundo o grupo.
 
NOMES NÃO
 
O líder do grupo envolvido no projeto de constituição e construção da futura pátria sobre o Oceano Atlântico, também pediu ao Cidade Real a não divulgação pública de nenhum nome ou imagem dos participantes do grupo.
 
“Lógico que ninguém está se escondendo. A questão é que neste momento inicial, nenhuma pessoa ou nome é mais importante que a propagação da ideia e seus objetivos. Desejamos que as pessoas se sintam atraídas e envolvidas (ou não) pelo projeto e pelo que ele representa; não por essa ou aquela pessoa ou grupo já engajado na missão. O tempo mostrará que defendemos uma revolução da forma de se vivar no Planeta Terra. Em breve o mundo saberá quem somos”, justificou.

Link
Notícias Relacionadas »
Comentários »