25/05/2022 às 17h47min - Atualizada em 25/05/2022 às 17h47min

Nosso amigo Lia foi a própria tradução da alegria

João Pedro Feza
João Pedro e Lia (Álbum de Família)
 
Perdemos o Lia. E, com ele, também se vai boa parte da nossa mais autêntica alegria.
 
Costuma-se dizer que ninguém é igual a ninguém. Mas o Lia era mesmo incomparável.
 
Quem, além dele, fazia tanta festa ao cumprimentar qualquer pessoa? Qual de nós consegue ser tão espontâneo nos mais diferentes ambientes?...
Praticamente Tupã inteira conhecia o Lia. E, quem não conhecia, já tinha ouvido falar.
 
Começamos nossa amizade em 1994. Trabalhamos na “Folha do Povo” e desenvolvemos um vínculo de irmão. Ele e o saudoso Valter Zômpero formavam uma dupla e tanto!
 
Depois que voltei a Bauru continuamos a nos falar e a nos encontrar. Todo ano ele me visitava. Também foi passear em Ourinhos, onde mora minha família, e conquistou a todos. Ah, e estivemos juntos na homenagem ao Valter, na Prefeitura de Tupã, em 2019.
 
Veio a pandemia e as coisas se complicaram. Agora, que moro em Santos e a situação da saúde melhorou um pouco, Lia viria para se divertir aqui. Estava perto disso acontecer. Mas o que aconteceu foi o pior.
 
Perde Tupã uma de suas figuras mais queridas, carismáticas e conhecidas. E os amigos precisarão se acostumar a não contar mais com toda aquela festa que ele fazia nos encontros na rua, na padaria, por telefone...
 
Ou cantando músicas do Raul. Ou “Meu Grito”, sucesso do Agnaldo Timóteo. Ou, ainda, “Eu Só Quero Um Xodó”, do Dominguinhos. Aquela em que o cantor clama por alguém que “alegre o viver”.  
 
O Lia alegrava nosso viver. Dos amigos e de toda uma cidade. E o Lia nunca perderia a juventude. A juventude do Lia parecia ser eterna como, de fato, ele próprio agora é.
 
João Pedro Feza
Jornalista e amigo do Lia
(14) 9 8113-1949

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