03/09/2022 às 13h47min - Atualizada em 03/09/2022 às 13h47min

INÉDITO: Médicos brasileiros retiram tumor de 46 kg em cirurgia de emergência

Operação foi necessária porque o tumor já obstruía a respiração da mulher de 45 anos, 1,5 m de altura e que pesava 150 kg

Com agências nacionais
Redação Cidade Real
Foto do tumor extirpado, postada nas redes sociais (Dr. Gláucio Boechat)
 
Uma cirurgia de emergência feita por uma equipe médica do Hospital São José do Avaí, de Itaperuna, cidade do noroeste do Estado do Rio de Janeiro chamou a atenção da mídia e dos médicos de todo mundo.
 
A retirada, no dia 31/08, quarta-feira, de um tumor com cerca de 46 kg de uma paciente de 45 anos, que, de acordo com familiares, vivia com a anomalia há pelos menos cinco anos.
 
Gláucio Boechat, cirurgião responsável pela operação disse, que a paciente de pouco mais de 1,5 m de altura e pesava 150 kg por causa da formação tumoral.
 
Ele detalhou que ela deu entrada em uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA) com falta de ar devido a obstrução provocada pelo tumor na região da barriga e tórax e teve que ser encaminhada para uma cirurgia de urgência.
 
INÉDITO
 
"A paciente chegou em estado grave, com falta de ar extrema, não conseguia nem deitar. Ela tinha dificuldades até para falar. ”A gente opera muita coisa grave, esse hospital é referência para 14 municípios, mas esse tumor era muito grande. Um tumor desse tamanho, eu nunca vi", contou o cirurgião.
 
A cirurgia mobilizou 14 pessoas dentro do centro cirúrgico e foi feita em parceria com o SUS, com a rapidez e a agilidade que a situação exigia.
 
Após a cirurgia para a remoção, a mulher foi encaminhada um Centro de Tratamento Intensivo, lúcida e orientada, em estado estável.
 
BIÓPSIA
 
Segundo Boechat, como não houve tempo para exames prévios com a paciente, não foi possível determinar, antes do laudo, o local onde o tumor começou; mas a equipe médica suspeita que tenha sido no útero.
 
“Os próximos passos agora vão ser vistos com o laudo da biópsia. Não sabemos o tipo de tumor ainda, se é benigno ou maligno. É esse exame que vai definir se ela terá ou não que fazer radioterapia e outros tratamentos”, afirmou o médico.
 
Com base nas chamadas regras de ética profissional, os dados pessoais da paciente não foram tornados públicos pela equipe médica.

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